Projeto Vem Pensar PSI Conecta

O Vem Pensar PSI dá início a um novo projeto: conectar pacientes que precisam de atendimento a psicólogas e psicólogos.

Sessão de terapia

Projeto Vem Pensar PSI Conecta

 

 

Objetivos:

 

Conectar pacientes a psicólogas e psicólogos.

Promover saúde e bem-estar psicológico.

Respeitar a dignidade, liberdade e integridade do ser humano.

Democratizar e dar acesso à Psicologia.

Atender a uma demanda da realidade brasileira, com compromisso social.

 

 

Público:

 

Pessoas que precisam de atendimento psicológico e não sabem onde encontrar uma psicóloga ou um psicólogo, pois não possuem referência ou indicação.

 

 

Como participar:

 

Será necessário o preenchimento do formulário abaixo. Neste formulário serão coletadas informações para o processo de triagem. Essas informações dizem respeito as suas condições socioeconômicas, sua necessidade de atendimento (presencial, on-line, individual, conjugal, familiar), entre outras. Responda

 

https://forms.gle/VL5mnCAGwiD8g3wX7

 

 

O Vem Pensar PSI e a Responsável Técnica pelo projeto não se responsabilizam pelo serviço prestado pelas/pelos profissionais. Fazemos apenas a conexão paciente – psicóloga/psicólogo. Sempre busque mais informações sobre a/o profissional e consulte o CFP/CRP sobre a

inscrição de cada profissional: https://cadastro.cfp.org.br

 

O Projeto Vem Pensar PSI Conecta não divulgará valores dos atendimentos. 

Este serviço de conectar pacientes e profissionais é totalmente voluntário.

RT: Cristina Dalla Nora | Psicóloga | CRP - 06/156944

 

 

 

O Projeto Vem Pensar PSI Conecta também tem uma faceta social, dando oportunidade de acesso aos serviços da Psicologia por pacientes que não podem pagar o valor integral de uma sessão de psicoterapia – tabela de referência de honorários.

 

Quem busca pelo Atendimento Social precisa justificar essa necessidade. Serão consideradas qualificadas para o atendimento social, as pessoas que estiverem em processo de exclusão social por fatores socioeconômicos ou em situações de vulnerabilidade e risco. Cada profissional pode disponibilizar uma porcentagem de vagas para este tipo de atendimento.

 

 

 

Justificativa para o Atendimento Social:

 

A justificativa para a existência da faceta social do projeto está ancorada no compromisso social da Psicologia brasileira, que ganhou ampla discussão com o artigo publicado em 1999, por Ana Maria Mercês Bock, que pode ser acessado neste link: https://www.scielo.br/pdf/epsic/v4n2/a08v4n2

 

Neste artigo, a autora levanta uma reflexão sobre a necessidade da Psicologia em seu saber e fazer estar comprometida com a realidade social da população brasileira, atendendo às suas necessidades de demandas. E, principalmente, quebrar o paradigma de uma psicologia elitista e dar movimento à identidade da psicóloga e do psicólogo, justamente em adaptação às demandas da população.

 

O artigo é de 1999, mas ainda conseguimos observar a atualidade do seu conteúdo. Por exemplo, mais de duas décadas depois e caímos no ranking mundial do IDH. A Agência Brasil informa que em 2020 o Brasil caiu 5 posições no IDH, indo para a 84ª posição entre 189 países. Entretanto, essa avaliação ainda não reflete os impactos da pandemia no país (https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2020-12/brasil-fica-em-84o-lugar-em-ranking-mundial-do-idh).

 

Segundo o Mundo Educação do UOL, a distribuição de renda se configura como a maior desigualdade em nosso país, colocando-nos em 9º lugar como país mais desigual do mundo, em 2018 (https://mundoeducacao.uol.com.br/geografia/idh-brasil.htm). 

 

 

 

Sabemos que o serviço público em nosso país não abarca toda a demanda no campo psicológico e que muitos brasileiros ficam sem acesso ao serviço, seja por não ter vaga ou por não ter o serviço disponível. Os serviços de clínica-escola das faculdades que dão vazão a esta demanda social, estão com filas de espera intermináveis.

 

Sabemos também que, muitas psicólogas e muitos psicólogos já disponibilizam vagas para o atendimento social, porém, para não configurar concorrência desleal na divulgação dos seus serviços, não divulgam abertamente essas vagas - artigo 20 do Código de Ética Profissional do Psicólogo (CEPP). 

 

Esse mistério por trás do valor do serviço de uma/um psicóloga/o pode inibir a aproximação de possíveis pacientes, visto que a Psicologia, infelizmente, ainda representa um caráter elitista em nosso país, tendo uma tabela de referência de honorários que apresenta, em 2020, como valor mínimo de R$ 165,58 por sessão de psicoterapia individual, um valor que atende apenas a elite brasileira.

 

No Brasil, temos profissionais que trabalham com qualidade, com excelente competência técnica e ética e destinam vagas para pacientes que não podem arcar com o valor mínimo da tabela de referência. Aqui, no Vem Pensar PSI, vamos conectar essas pessoas também!

 

 

O CRP do Estado do Paraná (8ª região) publicou uma Nota Técnica (CRP PR 001/2018), que apresenta orientações sobre o Atendimento Social e sua divulgação. Acesse: https://www.crppr.org.br/wp-content/uploads/2018/06/Nota-Técnica-CRP-PR-001-2018.pdf

 

Nesta nota é qualificado o público a quem se destina este tipo de atendimento (em processo de exclusão social por fatores socioeconômicos ou em situação de vulnerabilidade e risco) e embasa o atendimento social no CEPP e na Declaração Universal dos Direitos Humanos. Apresenta os princípios fundamentais III e V e alguns artigos e alíneas do CEPP como diretrizes importantes para o atendimento social. Destacarei alguns aqui:

 

Princípios fundamentais

 

III. O psicólogo atuará com responsabilidade social, analisando crítica e historicamente a realidade política, econômica, social e cultural.

V. O psicólogo contribuirá para promover a universalização do acesso da população às informações, ao conhecimento da ciência psicológica aos serviços e aos padrões éticos da profissão.

 

 

Artigo 4 – Ao fixar remuneração pelo seu trabalho, o psicólogo:

 

a)     Levará em conta a justa retribuição aos serviços prestados e as condições do usuário ou beneficiário;

b)    Estipulará o valor de acordo com as características da atividade e o comunicará ao usuário ou beneficiário antes do início do trabalho a ser realizado;

c)     Assegurará a qualidade dos serviços oferecidos independentemente do valor acordado.

 

Para realizar este tipo de atendimento, a/o profissional precisa selecionar o público a ser atendido de acordo com critérios, que atenderão ao caráter social do atendimento. Além disso, a nota técnica resgata os critérios e diretrizes sobre a divulgação de serviços de Psicologia. Trazendo o artigo 20 do CEPP e a Resolução CFP 003/2007, em seu artigo 56:

 

Artigo 20 – O psicólogo, ao promover publicamente seus serviços, por quaisquer meios, individual ou coletivamente: [...]

 

d)    Não utilizará o preço do serviço como forma de propaganda;

 

 

Artigo 56 – O psicólogo, em sua publicidade, é obrigado a prestar informações que esclareçam a natureza básica dos seus serviços sendo-lhe vedado: [...]

 

IV – fazer propostas de honorários que caracterizem concorrência desleal;

VII – divulgar serviços de forma inadequada, quer pelo uso de instrumentos, quer pelos seus conteúdos falsos ou sensacionalistas, ou que firam os sentimentos da população, induzindo-lhe demandas.

 

Fica compreendida, na nota técnica, a possibilidade do uso do termo “atendimento social”, uma vez que qualifica o atendimento e não o valor a ser cobrado. Outros termos não podem ser utilizados. Acesse essa Nota Técnica para conhecimento e amplie a discussão com seus colegas e conselhos regionais. Acesse: https://www.crppr.org.br/wp-content/uploads/2018/06/Nota-Técnica-CRP-PR-001-2018.pdf

 

 

Com a faceta social do projeto, o Vem Pensar PSI se junta a diversos outros projetos de atendimento psicológico social existentes no Brasil e torce para que outros Conselhos Regionais, e até mesmo o Conselho Federal de Psicologia, atentem para esta demanda da sociedade e para esta prática já em curso das/dos profissionais da Psicologia e criem notas técnicas para a regulamentação da divulgação desse tipo de atendimento, a exemplo do CRP PR.

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