• Cristina Dalla Nora

Bebidas e Energéticos


Em bares e boates sempre tem um cardápio que apresenta o tal “combo” de bebidas alcoólicas e energéticos. Seja whisky ou vodka, com as latinhas de energéticos de marcas famosas que viraram moda entre os baladeiros.

O que muita gente não sabe ou não acredita quando alguém fala, é que essa combinação é muito perigosa!

Em termos bem simples: toda bebida alcoólica tem efeito relaxante (e depressivo) no nosso organismo. E todo energético tem efeito estimulante. Ou seja, alguma coisa aí não combina.

Nessa reportagem do UOL Notícias é feito um alerta sobre a possibilidade de acontecerem arritmias e taquicardias por causa da associação de bebidas alcoólicas com energéticos.

Ainda traz informações sobre a regulamentação da Anvisa a respeito dos energéticos que exige que esteja escrito nas embalagens que "o consumo com bebida alcoólica não é recomendado". Também alerta para o poder que o energético tem de mascarar os sintomas do álcool, o que pode provocar inú-meros enganos por parte dos seus consumidores e até mesmo aumentar a quantidade do consumo de álcool por não sentir as alterações da forma como sentiria se estivesse ingerindo apenas a bebida alcoólica.

Já ouvi vários cardiologistas falarem sobre essa combinação. E até pessoas conhecidas que já tiveram algum tipo de problema e foram alertadas sobre o perigo.

O grande problema, como disse anteriormente, é que a maioria das pessoas ignora o alerta feito por especialistas ou consumidores que já tiveram algum problema. E por mais que esteja escrito nas embalagens desses energéticos que não é recomendado o consumo associado com bebidas alcoólicas, sabemos que é ignorado, assim como muitas outras coisas do nosso cotidiano.

Há sempre um boicote diante de alertas e recomendações.

É assim com o consumo exagerado de bebidas alcoólicas; com essa mistura que hoje é pauta; com o perigo que se assume ao beber e dirigir; com o consumo de drogas ilícitas e até mesmo o cigarro; com a falta de costumes saudáveis etc..

Mas aí podem me questionar a respeito dos vícios, que não é tão simples se livrar do vício do cigarro, por exemplo. Assim como muitas pessoas não conseguem explicar porque começaram a fumar. E pode ser exatamente o mesmo com o consumo de bebidas alcoólicas, assim como a mistura delas com o energético.

Eu acredito que através de uma boa reflexão e da psicoterapia, é possível descobrir o porque dos nossos vícios cotidianos - e não achem que quando falo de vícios é só de coisas que prejudicam fisiologicamente o nosso organismo. Existem muitos vícios que prejudicam nosso psicológico, e que não consideramos por não apresentarem sintomas físicos ou diretamente relacionados.

Alguém já pensou que muitos dos nossos vícios podem estar assosciados ao status social que queremos demonstrar ou precisamos demonstrar (muitas vezes, para nós mesmos)?

Já ouvi um jovem comentando que no dia em que ele vai a uma boate com os amigos e eles compram um combo, aparecem muitas meninas na mesa interessadas neles. E quando ficam apenas na cerveja, isso não acontece. Ou seja, comprar uma garrafa de whisky com latinhas de energético é status dentro de uma casa noturna. E o mesmo acontece com aquele que ingere qualquer outra bebida alcoólica ou fuma ou usa drogas.

Estes vícios podem estar associados ao status social que, infelizmente, eles representam.

Quantos vícios você leva na sua bagagem? O que esses vícios representam para você? Qual a função desses vícios em sua vida?

#CristinaDallaNora #Comportamento #Reflexão

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