• Cristina Dalla Nora

Amor ou Paixão


"Quem inventou o amor. Me explica por favor?"

Segundo o poeta, você procura alguém para um dia lhe dizer: Quero ficar só com você!

(Antes das Seis - Legião Urbana)

Não posso dizer todos, mas a maioria procura alguém para ser o grande amor para a vida toda. A sociedade sempre viveu um caos amoroso, veja só, de forma bem resumida:

- Antigamente, eram as famílias que escolhiam com quem os filhos casariam. Faziam o casamento, tinham filhos, mas o amor... nem sempre existia;

- Depois, até dava para escolher a pessoa para casar. Mas como a sociedade era muito machista, a mulher era designada a ficar em casa cuidando dos filhos e o marido nem sempre era fiel;

- Hoje, a mulher já pode caminhar com as suas próprias pernas e não ser dependente de um homem. Sendo assim, a escolha com quem casar ou até mesmo não casar, é um pouco mais livre.

A liberdade social que homens e mulheres conquistaram devido às questões que envolvem quebra de paradigmas no campo sexual, profissional e pessoal, é confundida muitas vezes por libertinagem. E isso instala um caos maior ainda na vida pessoal de todos, uma vez que o comprometimento deixa de existir e, por fim, atinge outras áreas das nossas vivências. Manter um relacionamento é muito difícil. Todo mundo tem uma vida agitada e estressante, e quando chega a hora de estar com a pessoa com a qual você se relaciona tudo fica mais complicado.

Conviver, coexistir, enfrentar e resolver conflitos, lidar com problemas e defeitos... Ainda mais em tempos de bloquear e deletar contatos! É mais fácil ficar sozinho, ter relacionamentos casuais, com objetivos sexuais e afetivos momentâneos, sem obrigações e deveres posteriores, já que a configuração social atual, permite esse tipo de relação.

Comprometer-se é extremamente difícil nos dias atuais. Não temos estrutura afetivo-emocional para tal. Além da falta de amor, a característica líquida desse sentimento, e o excesso de amor fazem parte dessa banalização em questão. Mas que excesso é esse? É quando, em pouco tempo, duas pessoas levantam a bandeira do amor. É muito comum confundir a paixão com o amor.

Apaixonar-se por alguém é uma coisa. Amar é outra!

A professora Cindy Hazan, da Universidade Cornell de Nova Iorque, diz: "seres humanos são biologicamente programados para se sentirem apaixonados durante 18 a 30 meses". Ela entrevistou e testou 5.000 pessoas de 37 culturas diferentes e descobriu que a paixão possui um "tempo de vida". "Em termos evolucionários," - ela completa - "não necessitamos de corações palpitantes e suores frios nas mãos”.

Depois deste tempo de vida, o casal, então, se vê frente a uma dicotomia: ou se separa ou habitua-se a manifestações mais brandas de amor - companheirismo, afeto, tolerância e permanece junto.

Acompanhe as características do Amor e da Paixão:

- Características da paixão:

1. Exige atenção.

2. Depende da beleza.

3. A paixão tem pressa (sexual).

4. É ciumento(a).

5. Gosta de beijos, abraços.

6. Vem em ondas.

7. Não é espiritual.

- Características do amor:

1. Distribui carinho.

2. É incondicional.

3. Vai devagar (sexual).

4. Dá liberdade.

5. Valoriza o diálogo.

6. É sereno e constante.

7. É muito espiritual – valoriza a Deus e as pessoas.

E então? Você ama ou está apaixonado por alguém?

#CristinaDallaNora #Sociedade #Reflexão #Comportamento

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